ICM, IP E IGC PROMOVEM SEMINÁRIO PARA HARMONIZAÇÃO DO ESTUDO DO ECOSSISTEMA DA CADEIA DE VALOR DO MILHO

Instituto de Cereais de Moçambique, IP, em parceria com o “International Growth Centre – IGC, reuniu na semana passada em Xai-Xai, Província de gaza, diversas sensibilidades num seminário sobre o Ecossistema da Cadeia de Valor do Milho em Moçambique.

Sendo uma das atribuições do ICM, IP, como agente de comercialização de ultimo recurso, promover o fomento, estruturação, dinamização e modernização da cadeia de valor da comercialização agrícola de cereais, leguminosas e oleaginosas com impacto no desenvolvimento da agro – indústria e no balanceamento das importações e exportações com a produção e o consumo nacional, em parceria com o “Internacional Growth Centre – IGC”, desenvolveu o estudo do ecossistema da cadeia de produção de milho, com maior enfâse para a componente de comercialização, com vista a contribuir no desenvolvimento de políticas adequadas para estimular o crescimento do comércio interno e externo de produtos agrícolas.

O estudo de acordo com o Director-Geral do ICM, IP, Mahomed Valá, adoptou uma abordagem metodológica que consistiu na revisão bibliográfica sobre a cadeia de valor do milho em Moçambique e entrevistas com produtores, comerciantes, intermediários, e gestores governamentais no sector do milho em Sofala, Manica, Zambézia e Nampula. Discursando na abertura do Seminário sobre o Ecossistema da Cadeia de valor do Milho em Moçambique, Valá anotou que o objecto do estudo, visa analisar o ecossistema da cadeia de valor do milho em Moçambique, de forma holística, simples e clara dada a sua importância como a principal cultura alimentar. Referir que o milho ocupa cerca de um terço de todas as terras cultivadas e constitui acima de tudo 23% da ingestão negativa da balança comercial e a segurança alimentar, bem como a promoção do consumo nacional e o desenvolvimento do agronegócio, tornando-a numa verdadeira “commoditie”.

“Os elevados e notáveis investimentos realizados na indústria avícola o que contribui para o crescimento de cerca de 13% em 2021, e não menos importante a crescente procura do milho pelas indústrias cervejeiras, se revelou de capital importância a elaboração do presente estudo como também do papel do milho como matéria-prima ou insumo industrial e alimentação do gado, o que poderá́ contribuir para redução dos custos de produção em cerca de 41%”, salientou.

O Director-Geral do ICM, IP, disse que por reconhecer os desafios que afectam a cadeia de valor da comercialização agrícola e do ecossistema da cadeia do milho, em particular, o Governo, continuará a desenvolver acções estratégicas visando a melhorar a sua intervenção paralelamente com o sector privado, a mobilizar fundos para o reforço do FRCA com vista a criação de várias linhas de crédito num montante de 300 milhões, dando primazia à Província de Cabo Delgado; fortificar e solidificar as calóricas da população do país (FAO 2020), bem como, identificar as barreiras para o seu desenvolvimento, e como removê-las por meio de políticas públicas e colaboração governo-sector privado, incluindo ONG envolvidas no sector. Para o Director-Geral do ICM, IP, o cultivo desta cultura, difere de outras culturas, como a soja, uma vez que exige em primeiro lugar, um maior investimento no que toca aos insumos e, em segundo lugar, à semelhança de outras culturas em grão, requer infra-estruturas de limpeza, debulha, secagem, armazenagem e conservação adequadas.

Mahomed Valá sublinhou que constitui preocupação do Governo de Moçambique, o incremento da produção e produtividade do milho com vista a inverter a posição parcerias para a constituição da reserva estratégica de 20.000 toneladas para segurança alimentar, sendo 16.000 de milho e 4.000 de feijões; promover acções de treinamento, formação e capacitação dos produtores, intervenientes e agentes de comercialização agrícola; divulgar informação sobre preços com vista conferir maior poder de negociação ao produtor, minimizando os problemas de assimetrias de informação; e melhorar, em coordenação com as Delegações Provinciais, o processo de recolha e disseminação, às entidades relevantes, de dados sobre as compras de produtos agrícolas pelos parceiros.

A terminar, Mohamed Valá afirmou que a Comercialização Agrícola é e deve continuar a ser, tal como foi definido no Programa Quinquenal, a parte da cadeia de valor e do ecossistema agrário que garante o escoamento competitivo da produção das zonas produtoras para as zonas de consumo, contribuindo para geração de divisas, através do aumento de exportações para os diferentes mercados, regionais e globais.

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