BÁRUÉ ACOLHE GRADUAÇÃO DE JOVENS AGRO EMPREENDEDORES E LANÇAMENTO OFICIAL DO PROGRAMA DE ADVOCACIA

Bárué, Catandica, em Manica, engalana se a 7 de Outubro para acolher ao lançamento oficial do programa de advocacia: Promovendo a Atractividade Preconizando o Envolvimento Activo de Jovens em Agro-pecuária Atrair e Criar Emprego até 2030 (ODS) e a cerimónia de graduação de 30 jovens empreendedores imbuídos pela necessidade de provar que Moçambique apresenta vários casos de sucessos com potencial e foco na redução da pobreza. O acto está sob alçada da Agência de Desenvolvimento e Empreendedorismo, ADE e vem responder aos anseios do país, cuja juventude está sob enorme pressão devido ao desemprego juvenil, mas que abre uma enorme oportunidade de capacitação e criação de emprego próprio.

A graduação de Bárué traz provas de que num contexto adverso como a pandemia CV-19, a ADE é movida pela necessidade de empreender e dotar de ferramentas aptas os jovens graduados, tendo como um dos exemplos, a geração de oportunidades para melhoria das cadeia alimentar, explorando novos modelos de negócio, novas técnicas de produção através da inovação e TICs.

Outrossim, Bárué faz história e diferença aumentando radicalmente a produtividade no trabalho agrícola, o que vai permitir multiplicar as colheitas dos agricultores com o aprimoramento da incubação e formação de jovens.

Por ser de extrema importância, este projecto abre a possibilidade para a réplica de centros de incubação e inovação e espera-se que até 2023, Moçambique atinja 14 pólos que congregarão cerca de 4.320 jovens, nos distritos de Bàuré, Manica, Angónia, Mandlakaze, Caia, Matutuine, Chongoene, Alto Molocué, Angoche, Nhamantada, Balama, Ribaué e Vilanculo.

A iniciativa têm em vista a atracção até 2030 de jovens de todo o país, a serem envolvidos em diversos projectos, assentes na promoção pró-activa da cadeia agrícola, estimulando debates para a adopção de um plano de acção do sector e no fomento do agro-negócio.

De igual modo, a ADE seguindo no espírito e letra o enfoque que o Presidente da República, Filipe Nyusi atribui à agricultura para o desenvolvimento do país, pretende diminuir o fluxo de jovens nos centros urbanos, colocando-os nas zonas de produção, concedendo-os uma oportunidade para organizarem o seu futuro com o empenho na cadeia de valor agro-pecuária.

Frise-se que esta graduação sucede dois momentos importantes para a ADE nomeadamente atinentes a assinatura de memorandos de entendimento com o Instituto de Cereais de Moçambique, ICM e com o Centro de Investigação e Transferência de Tecnologias para o Desenvolvimento Comunitário, CITT.

Constam das linhas de força do acordo com o ICM, o desenvolvimento pela ADE da actividade comercial agrícola, agro-processamento e edificação de infraestruturas como armazéns de segurança alimentar e criação de cooperativas modelo de agro empreendedor.

Já com o CITT, o memorando estabelece que a ADE vai ter acesso ao uso da inovação agrícola através das transferências e tecnologias para a produção, abrangendo 1680 jovens, nos distritos onde existem as delegações do CITT.

A ADE identifica-se e parafraseia, o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, BAD, Ankiwumi Adesina, quando palestrando, por diversas vezes, vinca que a juventude não tem outra alternativa para ter rendimento e gerar riqueza, senão optar pela agricultura inovadora e estruturada.

O evento de Barué, será honrado pela participação da S. Excia, a Governadora da Província de Manica, Francisca Tomás representantes de níveis central, provincial, distrital, instituições públicas e privadas e jovens empreendedores.

Para viabilizar a realização do evento, a ADE conta com o apoio do BNI-REFP (Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais), Agência do Zambeze, MozGrain, Lda, para além de parceiros institucionais, nomeadamente a Aro Moçambique, IPEME, CITT e SDAE Bárué.

1 comentário em “BÁRUÉ ACOLHE GRADUAÇÃO DE JOVENS AGRO EMPREENDEDORES E LANÇAMENTO OFICIAL DO PROGRAMA DE ADVOCACIA

  1. Abílio Guesane Tangata Responder

    É de salutar a iniciativa, precisamos de acções de natureza em Moçambique.

    Temos recursos apropriados para o efeito.

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