Subordinado ao tema “Mercados Agrários, Segurança Alimentar e Atribuições do ICM, IP”, o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM, IP) iniciou hoje 22 de Abril de 2026 em Maputo, uma capacitação estratégica orientada para o fortalecimento das competências técnicas dos seus quadros a nível nacional.
A abertura do evento foi dirigida pelo Director-Geral Adjunto, Carlos Langa, que em sua intervenção enfatizou que a acção formativa, não constitui apenas mais uma actividade de capacitação, mas sim uma intervenção estratégica que visa reforçar a capacidade técnica do Instituto e, sobretudo, melhorar a forma como responde às exigências crescentes do sector, tanto no plano nacional como internacional. Sublinhou ainda, que a iniciativa se insere no esforço contínuo de afirmação do ICM,IP como actor central na organização dos mercados agrários e na consolidação da segurança alimentar no país.
Num contexto de elevada volatilidade dos mercados internacionais, a formação está orientada para uma abordagem prática das dinâmicas de comercialização agrícola, com ênfase na leitura da oferta e da procura e na tomada de decisão informada ao longo da cadeia de valor. Pretende-se reforçar a capacidade de estruturar e utilizar informação de mercado para melhorar o escoamento da produção, optimizar preços, reduzir perdas pós-colheita e garantir maior previsibilidade e estabilidade no abastecimento do mercado interno.
A capacitação aborda igualmente aspectos críticos como logística e a articulação entre produtores e mercados, reforçando o papel do ICM,IP como agente estruturador e facilitador da comercialização agrícola. Ao alinhar estas competências com as suas atribuições institucionais, o Instituto contribui directamente para a criação de um sistema mais organizado, transparente e orientado para resultados.
Com esta acção, espera-se um impacto directo na valorização da produção nacional e no rendimento compensarório dos produtores, sobretudo nas zonas rurais. O reforço das capacidades técnicas e institucionais constitui um passo concreto para uma comercialização mais competitiva, resiliente e capaz de responder, de forma sustentável, aos desafios da segurança alimentar em Moçambique.








