ICM, IP mantém reunião técnica de trabalho com exportadores de feijão-bóer e feijão-holoco em Nampula para harmonizar estratégia sectorial

O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM, IP) reuniu-se hoje, dia 08 de Agosto de 2026, na Cidade de Nampula, numa reunião técnica de trabalho com operadores económicos privados para harmonizar estratégias de actuação nas cadeias de valor do feijão-bóer e do feijão-holoco. O encontro, dirigido pelo Director-Geral do ICM, IP, Luís José Jobe Fazenda, contou com a participação do Director Provincial da Indústria e Comércio, da ACIANA, do Conselho Empresarial Provincial (CEP) de Nampula, da DAI-PROMAS, e de empresas exportadoras de feijão bóer. O debate visou auscultar as preocupações do sector e resultou num plano assente para promover a transparência, formalização e competitividade do mercado e das exportações do feijão bóer, holoco e cute.

Como principal consenso para assegurar uma coordenação contínua e evitar diálogos apenas em momentos de crise, acordou-se o estabelecimento do Comité do Feijão-Bóer como mecanismo permanente de concertação. Nesta plataforma, a ACIANA assumirá o papel de interlocutor válido do sector privado, liderando a articulação dos operadores e a sistematização das matérias a submeter ao ICM, IP.

O Director Geral do ICM, IP reiterou o seu compromisso com um diálogo contínuo, transparente e orientado para resultados, firmando a sua posição como parceiro aliado na melhoria do ambiente de negócios.

No plano económico, as deliberações focaram-se na análise da taxa de emissão de certificado de origem pelo ICM, IP para exportação do feijão bóer, holoco e cute, cuja proposta segue para avaliação nas instâncias competentes; e na abordagem junto ao Banco de Moçambique para encontrar soluções cambiais que favoreçam os exportadores formalizados. Para garantir uma concorrência justa e maior previsibilidade de mercado, as partes acordaram ainda reforçar as acções de combate ao contrabando e à informalidade, além de criar mecanismos de certificação para distinguir e valorizar os operadores cumpridores.

A modernização do sector será impulsionada pela digitalização dos serviços de emissão de certificado de origem de feijão bóer, holoco e cute, pelo ICM, IP, reduzindo contactos presenciais e reforçando a rastreabilidade através de uma base de dados unificada de operadores e do uso estratégico de dados sobre preços e volumes. Como passos subsequentes, as entidades concordaram na constituição formal do comité, no arranque do registo de operadores, no agendamento de encontros trimestrais entre o ICM, IP e a ACIANA, na submissão da proposta de preço mínimo de compra junto ao produtor, do preço de referência de exportação e no início da transição para os serviços digitais.