O Director Geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM, IP), Luís Jobe Fazenda, apresentou uma visão assente na coordenação institucional e na valorização do produtor na 1ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. No painel sobre Sistemas Alimentares Sustentáveis e Resilientes às Mudanças Climáticas, o dirigente detalhou o papel da instituição na comercialização agrícola, na redução de perdas pós-colheita, na actuação como comprador de último recurso e no apoio directo prestado ao INGD face aos recentes impactos climatéricos.
A proposta central visa implementar um sistema integrado de reserva estratégica de cereais e leguminosas, assente na parceria directa entre organismos do Estado. O modelo prevê que o INE forneça as estatísticas populacionais para planear a produção, o INAM indique os períodos favoráveis ao cultivo segundo as condições climatéricas, e o ICM, IP intervenha junto do produtor para assegurar a remuneração correcta do seu trabalho.
Luís Jobe Fazenda sublinhou que a independência económica do País está ligada à soberania alimentar, o que exige canalizar energias e encarar os investimentos agrícolas com a máxima seriedade para que o sector seja rentável. O dirigente concluiu que a criação de reservas sólidas depende de excedentes, defendendo a produção de milho e feijão para a alimentação das famílias, a par do estímulo a culturas de rendimento (gergelim, soja e feijão boer) para exportação, garantindo assim divisas para a compra de medicamentos e outros bens não produzidos internamente.





