A centralização da importação de arroz e farinha de trigo em Moçambique não constitui um problema, mas sim uma resposta às falhas graves do modelo anterior, totalmente disperso. Segundo o Governo, o sistema antigo favorecia a saída ilegal de divisas, a evasão fiscal e a prática de preços internos acima do justo, prejudicando directamente os consumidores.
A medida inspira-se no modelo já aplicado no sector dos combustíveis através da IMOPETRO, que permite maior poder de negociação, melhor planeamento e maior controlo da qualidade e dos custos. No quadro desta política, implementada através do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM, IP), estima-se uma redução do preço do arroz ao consumidor entre 20% e 30%, bem como uma poupança anual de cerca de 100 milhões de dólares em perdas fiscais.
Dados comparativos com Angola indicam ainda que as actuais estatísticas de importação e consumo de arroz em Moçambique apresentam inconsistências, reforçando a necessidade de mudança do modelo vigente.